O líder e a autogestão

O líder e a autogestão

A máxima “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” precisa ser eliminada de uma vez por todas de qualquer cargo de gestão. Não é possível orientar pessoas e levá-las ao sucesso se você vive um dia a dia confuso e atribulado, se não consegue dar conta de sua rotina ou mesmo organizá-la para que flua melhor e se não trabalhar para a empresa, não apenas nela. Eu posso dizer com propriedade: um líder só consegue gerenciar sua companhia devidamente quando pratica antes a autogestão.

Quando o caminho é trilhado sozinho, fica mais fácil, pela necessidade da organização pessoal, se auto gerenciar: o problema acontece quando estamos em uma grande empresa, com cargos, setores, tarefas e orientações muito diversas, do operacional ao burocrático. É preciso que o líder passeie por essas diferenças, mas sempre com um denominador em comum: os valores que deseja para sua companhia e os que fazem parte dela. É muito comum ver empresas onde não se prega o que é dito, é algo muito simples: se você cobra pontualidade e não cumpre, as pessoas que convivem com você começam ou a ficar ressentidas com sua postura, ou passam a não respeitar mais a regra, ou seja, o resultado é sempre ruim.

Assim como criar filhos, gerenciar parte do exemplo: a sua conduta será o norte para seus subordinados. A autogestão é uma questão de autoconhecimento, observação e disciplina. Ninguém consegue determinar seus objetivos, prazos, metas, controlar e equilibrar o dia a dia se não conhecer a si mesmo. Depois, a procrastinação e a volta aos velhos hábitos é sempre uma sombra, pois mudanças levam tempo até que os novos hábitos, saudáveis, substituam os antigos.

A autogestão também diz respeito às equipes: o líder precisa ter em mente as potencialidades e os anseios daqueles que fazem parte do seu time: assim, cada área consegue se auto gerenciar e melhorar desempenho. Muitas vezes, o primeiro passo é o mais difícil: detectar o que precisa ser modificado. Se você observou, avaliou e ainda não conseguiu detectar onde estão os erros, pode precisar de ajuda externa. E até mesmo buscar ajuda fora faz parte da autogestão: é preciso humildade para entender quando é necessário terceirizar a solução.


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Escrito por: Tarsia Gonzalez

Tarsia Gonzalez
Presidente do Conselho Administrativo da mineira Transpes, consultora e palestrante na área de gestão de pessoas, mais de 20 anos de experiência

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